O Quarto Ao Lado 2024 Review
Dois apartamentos. Duas mulheres. Um corredor estreito que as separa fisicamente, mas que no plano emocional se transforma num oceano de pequenos gestos, invejas silenciosas, ternuras não ditas e fragilidades expostas. O filme acompanha a rotina de Clara (personagem central), que se muda para um prédio antigo em Lisboa (ou no Porto, dependendo da geografia do filme), à procura de um recomeço. No quarto ao lado, vive Helena — uma mulher mais velha, dona de uma rotina imutável e de uma dor que tapa com panos de renda e chá de camomila.
Há uma cena (e quem viu o filme sabe exatamente qual) em que Clara bate à porta de Helena às três da manhã. Não há diálogo durante quase dois minutos. Apenas as duas ali, no umbral, uma à espera de ser convidada a entrar, a outra à espera de ter forças para dizer "sim". Quando finalmente a porta se abre de par em par, a sala de cinema inteira suspira. Porque todos nós temos um quarto ao lado. Todos nós temos uma pessoa à qual precisamos de pedir perdão, ou companhia, ou apenas um pouco de silêncio partilhado. O quarto ao lado 2024
Leve lenços. Não pelos momentos óbvios. Mas porque há um instante, perto do fim, em que Clara arruma a cozinha de Helena enquanto esta dorme. E não se sabe bem porquê, as lágrimas caem. Talvez porque arrumar a cozinha de alguém seja um dos gestos mais íntimos que existe. Talvez porque o filme nos lembre que o amor, no seu estado mais puro, não tem nada de cinematográfico. É só estar ali. No quarto ao lado. Já viram O Quarto ao Lado? O que acharam do final? Partilhem nos comentários — mas sem spoilers, por favor. 👇🎬 Dois apartamentos